O espetáculo dirigido pelo ator e criador da Cia Baiana de Patifaria, ocorrerá nos dias 05 e 06 de abril, no Teatro Sesi, em Salvador…

60 anos. Esta seria a idade a ser comemorada por Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza, no dia 04 de abril se estivesse vivo. Morto há 28 anos, em 1990, vítima de complicações decorrentes da AIDS, suas música ficaram para a eternidade. Deixou para nós adoradores de sua poesia musical cerca de 200 composições, mais de 60 inéditas, 123 gravadas por ele ou pelo Barão Vermelho – banda que fez parte – e 34 ganharam arranjos de outros interpretes como Cássia Eller, Ney Matogrosso e Bebel Gilberto.

Danilo Medauar. | Foto: Divulgação

“Parafraseando esse que é um dos maiores ídolos do pop musical brasileiro, quero convidar a todos a viverem comigo esta noite, a me experimentarem, a ouvirem as coisas lindas que me ardem. Tudo que eu quero é uma noite de luar. Ser o pão, a comida e Todo o amor que houver nessa vida”, este é o convite de Danilo Medauar para o show Todo Músculo que Sente – uma homenagem a Cazuza, sob a direção de Lelo Filho, com apresentações nos dias 05 e 06 de abril, às 20h, no Teatro Sesi – Rio Vermelho.

No repertório, clássicos do cantor e compositor Cazuza ganham novos arranjos que revigoram a genialidade e atemporalidade musical daquele que foi um ícone da juventude dos anos 80 e que ainda reverbera nas mentes dos jovens da contemporaneidade. Acompanham Danilo Medauar, os músicos Robinson Cunha (baterista e percussão) e Gabriel Xocó (baixista).

“Todo músculo que sente é a frase que representa uma das características mais forte dele, que é a visceralidade”, realça Medauar, ao acrescentar que os primeiros contatos com o trabalho do Cazuza ocorreram ainda na infância “quando nos fins de semana minha mãe pegava os discos do Barão Vermelho e os ouvia, só mais tarde fui ter consciência que as composições eram desse furacão chamado Cazuza”.

Com apenas 25 anos e nascido dois anos após a morte do Cazuza, Medauar descreve que a atualidade e sensibilidade das composições o estimularam a pesquisar e a reverenciar a sua arte. “Antes de sonhar em fazer essa homenagem, músicas como ‘Blues da Piedade’, ‘Ideologia’, ‘Codinome Beija-Flor’, ‘Mal Nenhum’, ‘O Nosso Amor a Gente Inventa’ já estavam em meu repertório com outra forma de tocar”, reforça o intérprete.

Escritas há mais de 30 anos, Danilo Medauar escolheu para Todo Músculo que Sente composições que falam de amor ou descrevem o caos político do país. “Dentre as músicas do repertório, ‘Ideologia’ se encaixa perfeitamente no momento em que vivemos e ilustra uma sociedade apática em meio ao caos político, social, educacional e cultural do país”.

Medauar ressalva que algumas músicas da obra de Cazuza sinalizam alguma esperança, como em o ‘Blues da Piedade’. “Escrita em parceria com Frejat é, sem dúvida, a canção que mais me emociona. Essa foi uma letra que me alertou em um momento difícil da minha vida, em que a gente só se queixa e esquece da esperança, que é semente para se restabelecer”.

Admirador da obra de Cazuza, Danilo Medauar fala ainda da fase Cazuza pós-Barão. “Quando começou a lidar com a doença, traz uma maturidade e mostra sua visão sobre o mundo e sobre o outro e é, com certeza, o que mais me toca, pois acaba falando sobre nós ainda hoje!”, reforça.

Para dar vida a toda a essa musicalidade, Danilo Medauar convidou Lelo Filho, ator e diretor da Cia Baiana de Patifaria, como homem de artes cênicas capaz de apreender toda a carga emocional que o trabalho de Cazuza desperta, para levar toda esta força para o palco e para a plateia. Com um público fiel conquistado em apresentações pelos bares de Salvador, Danilo Medauar promete uma noite de saudade sem melancolia, um verdadeiro tributo a um dos maiores poetas contemporâneos brasileiros.

Para Todo Músculo que Sente – Um tributo a Cazuza, Lelo Filho utilizará uma cenografia ambientada em projeções que estão sendo criadas especialmente para o show pelo cineasta Dedeco Macedo e uma iluminação cênica cheia de texturas desenhada por Odilon Henriques e Marcos Motta. “Convidei uma equipe que tenho bastante afinidade e são parceiros da Cia Baiana de Patifaria”, pontua Lelo Filho, que já tem 35 anos trabalhando nos palcos teatrais e agora se aventura a dirigir seu segundo show.

A respeito de Danilo Medauar, o diretor artístico comenta que, “aos 25 anos, é também um jovem músico que quer ir além, pesquisando canções, compositores, ritmos, instrumentos e desejando expandir seu canto com a intensidade de quem ouve a obra de Cazuza como se fossem canções escritas ontem, durante uma noitada que acabou de amanhecer”.

REPERTÓRIO
– Posando de Star
– Nosso amor a gente inventa
– Todo amor que houver nessa vida
– Brasil
– Porque a gente é assim
– Preciso dizer que te amo
– Codinome beija flor
– Ideologia
– Mal nenhum
– Blues da piedade
– Bete balanço
– Pro dia nascer feliz/ Exagerado/ Maior abandonado

Serviço O quê: Danilo Medauar – em Todo Músculo que Sente Quando: 05 e 06 de abril, às 20h Onde: Teatro Sesi – Rio Vermelho Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) – bilheteria do Teatro Sesi, de segunda a domingo, das 14h às 20h; e Sympla (https://www.sympla.com.br/todo-musculo-que-sente—danilo-medauar__261697)

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