Um público seleto conheceu, neste final de semana, as três das quatro coreografias definidas pela Seleção Brasileira de Nado Sincronizado para a disputa dos Jogos Olímpicos Rio 2016, agora em agosto. A única coreografia não apresentada foi a Capoeira. As apresentações, exclusivas para a imprensa e convidados, aconteceram na Nova Piscina Olímpica da Bahia, em Salvador, construída pelo Governo do Estado por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).

Foto: Setre

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O secretário Álvaro Gomes e o diretor-geral da Sudesb, Elias Dourado foram os anfitriões do evento, que contou com a participação do presidente da Federação Baiana de Desportos Aquaticos (FBDA). Sergio Silva, entre outras autoridades.
A equipe brasileira, que almeja alcançar um lugar mais próximo do pódio, entre as 12 melhores do mundo, mostrou, com muita qualidade, as coreografias lapidadas nos treinamentos na capital baiana: Amazônia (dueto livre), Motoqueiros (técnica) e Carnaval (livre). As duas últimas realizadas em equipe. Aplaudidas com carinho e entusiasmo pelos presentes, as meninas da seleção olímpica do Nado Sincronizado do Brasil sentiram um misto de alegria e confiança ao final das três performances.
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“Viemos em busca desta energia boa da Bahia e estamos felizes com os resultados que estamos conseguindo. A piscina, realmente, tem todas as estruturas adequadas para a nossa modalidade, em especial a profundidade, o que nos possibilita realizar todas as coreografias”, adianta a treinadora Maura Xavier.
Segurança
Foto: Setre
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Atenta observadora de todos os detalhes – desde a maquiagem até os movimentos coreográficos -, Maura Xavier também comentou respeito do trabalho realizado. “Sempre tem algo a melhorar. Mas posso afirmar, que elas estão cada vez mais seguras em cada apresentação”. E acrescenta: “Nesses Jogos do Rio queremos ficar entre as seis melhores do mundo”.
A treinadora, que já orientou novos talentos em ‘escolinhas’, aposta nos investimentos que os governos prometem para o esporte brasileiro. “Aqui na Bahia, por exemplo, esta piscina já é uma realidade”. Ela ainda listou como um bom começo desta nova etapa o fato de que 18 federações estaduais, das 27 existentes, voltadas para os desportos aquáticos já desenvolvem o Nado Sincronizado e cerca de mil atletas buscam por melhores atuações, visando competições nacionais e internacionais.
Esperança
O dueto brasileiro formado por Luisa Borges e Maria Eduarda Micucci, a Duda, está cheio de esperança em subir ao pódio. “Todo atleta sonha com este momento. E conosco não poderia ser diferente. Estamos treinando forte, desde 2014, e apuramos aqui na Bahia os últimos detalhes da nossa coreografia”.
Ambas confessam já sentir uma certa ansiedade natural pela chegada das disputas. Mas, apoiadas pela Comissão Técnica, esperam realizar este sonho esportivo. Luisa Borges, por sinal, estava contente em ver a mãe, a ex-atleta Luciana Nunes, à beira da piscina, dando total apoio.
Encerramento
Em Salvador, a Seleção Brasileira de Nado Sincronizado começou a treinar na última segunda (11) e, já na próxima quarta-feira (20), retorna ao Rio de Janeiro, onde fará os preparativos finais na Escola Naval. As atividades de treinamento serão encerradas dia 29. Dois dias depois, em 1º de agosto, as atletas dão entrada na Vila Olímpica.
Além de Luisa Borges e Maria Eduarda, ara disputar os Jogos Olímpicos Rio 2-016, a equipe brasileira de Nado sincronizado é formada por  Lara Teixeira, Pâmela Nogueira, Maria Bruno, Maria Clara Lobo Coutinho, Beatriz Feres, Branca Feres e Lorena Molinos. O país nunca competiu na disputa por equipe nos Jogos Olímpicos.

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