Você sabia que candidíase vaginal de repetição, falta de energia ou vontade exagerada de comer doces podem estar relacionadas a Síndrome Fúngica? Uma doença silenciosa que afeta milhares de pessoas sem o conhecimento delas.

O nosso organismo possui um complexo sistema que mantém o equilíbrio entre as boas e as más bactérias, as comensais e fungos. Chamamos de disbiose, um desequilíbrio na microbiota intestinal onde irá favorecer o crescimento de bactérias patogênicas e de fungos.

Foto: Daniel Guimarães

Foto: Daniel Guimarães

A proliferação fúngica intestinal pode desencadear sintomas que afetam órgãos, tecidos e células, podendo causar desequilíbrios nutricionais como: hipoglicemia (açúcar do sangue baixo), alterar a ação do sistema imunológico (aumentando riscos de infecções), diminuir a resistência e aumentando a pré disposição a processos alérgicos, inflamatórios e autoimunes, podendo até contribuir para o catabolismo dos músculos. Esses distúrbios gerados pela proliferação de fungos chamam-se Síndrome Fúngica.

Sintomas e causas

As queixas e os sintomas são: gases, distensão abdominal (barriga empachada), prisão de ventre, aftas, língua branca, enxaqueca, cansaço físico exagerado, ansiedade, alterações de humor, muita vontade de comer doces, candidíase vaginal e infecção urinaria de repetição.

A causa pode está no consumo frequente  de açúcar refinado, lactose, chocolates, bolos, biscoitos, refrigerantes, pão branco, álcool, embutidos e cafeína. Produtos industrializados em geral levam ao crescimento fúngico. O consumo regular de alimentos com alto poder alergênico (neste caso deve-se avaliar quais os alimentos para cada pessoa podem estar envolvidos),  provocam fermentação de bactérias patogências, favorecendo o crescimento fúngico.  Jejum prolongado, alimentação com baixo teor de frutas, legumes e verduras, estresse, consumo de remédios antiiflamatórios e antibióticos também são causadores desse distúrbio.

Os fungos presentes naturalmente em nosso organismo não representam problema para a nossa saúde. O problema aparece quando há um crescimento acima do esperado devido a fatores que desequilibram a microbiota intestinal, como o uso de antibióticos, antiácidos, laxantes, má alimentação, estresse e outros.

Tratamento

Uma dieta rica em fibras: folhas, verduras e legumes, alimentos integrais, frutas frescas (neste caso devemos evitar as secas), peixe, frango, livre de alimentos alergênicos (ver a individualidade de cada pessoa), pobre em alimentos industrializados (respeitando a individualidade bioquímica), irá favorecer uma microbiota saudável e deixar o ambiente menos atrativo para os fungos.

A utilização de lactobacillus e suplementos que melhorem a saúde intestinal podem ser utilizados para tratar a síndrome fúngica.

Durante o tratamento, além dos alimentos já citados, evite também outros que contribuem para o aumento dos fungos como frutas cítricas, oleaginosas, frutas secas, sucos de uva e maçã (altamente fermentáveis), alguns grãos como feijão, vinagre, produtos em conserva, levedo de cerveja e alimento prontos que ficam mais de dois dias na geladeira.

Você desconfia que tem síndrome fúngica? Então procure um nutricionista para ter um melhor tratamento.

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