A dupla baiana jovem e vencedora da última edição do SuperStar, vão além do black music, do rap e funk melody esbanjando talento e valorização da musicalidade brasileira.

Foto: Amanda Oliveira/GOVBA

Foto: Amanda Oliveira/GOVBA

De forma ousada e criativa, Lucas e Orelha fizeram a releitura do Funk “Novinha no Grau (Tava no Fluxo)” – a música original traz uma linguagem pejorativa, desvaloriza a mulher, faz apelo sexual e apologia as drogas -, e a transformou em uma linda história de amor, com incentivo a valorização da mulher e as forma de comportamentos que elas almejam em seus relacionamentos.

A famosa “novinha no Grau”, que na primeira versão descrevia o padrão de beleza feminina, de uma jovem de corpo avantajado, tornou-se uma jovem bonita que almeja “um cara, que cuide bem dela e que trate ela feito Cinderela”.

A versão do grupo foi apresentada em sua redes social tornando-se um sucesso rendendo 2,2 milhões visualizações, 91.906 curtidas e 87.079 compartilhamentos, além de inúmeros comentários positivos.

A dupla que tem uma legião de seguidores e admiradores, jovens em sua grande maioria, roubam a cena da música brasileira e em especial baiana, assegurando e garantindo a possibilidade de uma musicalidade que transmita a sua realidade, a sua linguagem sem nenhum indício de preconceito e qualquer outra forma de discriminação.

Lucas e Orelha vão além da musicalidade, abrem a discussão de grandes potenciais escondidos nos bairros periféricos. Com criatividade e versatilidade dão conta da missão que revela no site deles: Queremos mostrar um pouco do que sabemos fazer com a alma e o coração, que é cantar e contagiar com as nossas músicas”.

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