Diferentemente das polêmicas surgidas a cerca da participação da banda de pagode La Fúria na 14º Parada Gay da Bahia, que será realizada neste domingo, 13 de setembro, a ex-vereadora da capital, Léo Kret, assegurou que a Lei Antibaixaria será cumprida na festividade colorida. É que os pagodes desse grupo são tidos, por alguns, como “depreciativos e ofensivos” à dignidade feminina.

Foto da 10ª Parada do Orgulho Gay da Bahia_Campo Grande. Voluntárias Sociais. | Foto: Carla Ornelas/ SECOM

Foto da 10ª Parada do Orgulho Gay da Bahia_Campo Grande. Voluntárias Sociais. | Foto: Carla Ornelas/ SECOM

A “Rainha do Gueto”, como se intitula, postou um vídeo em suas redes socias em defesa do pagode baiano, prometendo a deputada estadual Luiza Maia (PT), autora da lei, que a banda não executará músicas ofensivas às mulheres e nem aos homossexuais.

“Quero dizer à deputada que temos sim que respeitar a Lei Antibaixaria! É por isso que a banda La Fúria não vai tocar nenhuma música que agrida a imagem da mulher e os homossexuais”, afirmou.

Ex-vereadora de Salvador, Léo Kret, que organiza um dos trios da parada gay da capital. | Foto: Câmara Municipal de Salvador

Ex-vereadora de Salvador, Léo Kret, que organiza um dos trios da parada gay da capital. | Foto: Câmara Municipal de Salvador

Em resposta, Luiza Maia agradeceu em suas redes sociais: “Quero Agradecer a ex verdora pela fala importante sobre a Lei Antibaixaria na Parada Gay, e dizer que ela sempre foi uma parceira pela valorização da mulher e da comunidade LGBT”.

‘Orgulho Hetero’

A parlamentar aproveitou a deixa para pedir apoio de Léo Kret contra um projeto que tramita no Legislativo estadual que pretende instaurar o “Dia do Orgulho Heterossexual”, a ser comemorado no terceiro domingo de dezembro. A proposta polêmica é de autoria do deputado Pastor  Sargento Isidório (PSC).

A deputada Luiza Maia recebendo o PL do 'Orgulho Hetero' para ser relatora. | Foto: Cadu Freitas/BnL

A deputada Luiza Maia recebendo o PL do ‘Orgulho Hetero’ para ser relatora. | Foto: Cadu Freitas/BnL

Maia é a relatora e não esconde que dará parecer contrário: “É um projeto desnecessário, uma brincadeira de Isidório, só posso enxergar dessa forma. Mas também é um afronta a luta da comunidade LGBT, pois heteros não têm seus direitos negados, não sofrem preconceito, não são renegados pela família, não são vistos como desvio dos planos de Deus, não são ridicularizados na escola ou no trabalho”…

Ambas concordaram neste ponto: “É um projeto homofóbico”.

E você, o que acha?

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