Estamos sendo monitorados! Por um espião? Sim! Algum James Bond? Não. O tal espião responde pelo nome de Google. Mais precisamente Google Now! A narrativa a seguir é de arrepiar os mais distraídos virtualmente… Sabe de nada inocente, diria um “pensador” pop da atualidade.

Tela de apresentação de uma das muitas funções do Google Now | Reprodução: Play Store

Tela de apresentação de uma das muitas funções do Google Now | Reprodução: Play Store

Em uma fria noite de quinta-feira, 31 de junho de 2014, em um remoto escritório no centro empresarial da Soterópolis, escrevia uma reportagem no computador quando, de repente [de repente mesmo!], uma janela saltou à frente da tela de digitação do Word com um mapa, que me mostrava o trajeto do trabalho até minha residência, tempo médio que levaria no deslocamento, trechos engarrafados do trânsito e, sutilmente, um lembrete que estava na hora de “acabar” meu expediente!

Meu PC foi invadido? O que é isso? Atônito, levei alguns segundos para entender o que ocorrera. Lógico que contei com a “consultoria” do colega de profissão ao lado, que disparou: “É a porra do Google Now”!

Vivemos em um universo fora do nosso controle... | Foto: Kristina Alexanderson

Vivemos em um universo fora do nosso controle… | Foto: Kristina Alexanderson/Flickr

O Google controla, de fato, a vida, o cotidiano dos seus usuários. O irônico é que a apresentação do serviço fala o seguinte engodo: “Esteja no controle do que está acontecendo em sua vida todos os dias, incluindo o que você precisa fazer, onde precisa ir e como chegar lá”. No controle?! Como assim? Quem controla quem?

O tal Google Now sincroniza as informações dos usuários, estejam eles acessando conteúdo da web no PC do trabalho, no smartphone ou tablet, ou ainda no notebook, em casa. Armazena informações, pelo habitual, do horário que você se desconecta do PC do trabalho e segue, pelo smartphone, conectado, até seu lar.

Seria a recontextualização da ‘teoria’ de Panóptico? Estamos sendo vigiados o tempo inteiro, nossos passos, nossos dados? Enfim, estamos em um limbo, a internet, utilmente perigosa. Que sobrevivam os mais fortes…

Foto da capa: Stian Eikeland/Flickr

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