Mistérios da meia noite ou causos nordestinos?

Passava da meia noite, a fogueira estava quase só brasas, oposta de quando incandescente na noite anterior de São João, quando o velho Moisés começou a narrar para os curiosos netos uma lenda que corria o interior baiano…

Ilustração da folclórica mula sem cabeça. | Foto: AHistória

Ilustração da folclórica mula sem cabeça. | Foto: AHistória

– Dizem que depois da noite de ‘Sãojão’, quando a fogueira está perto de se acabar e o relógio marca três da madrugada, passa pela rua o cavaleiro negro, montado na mula sem-cabeça…

A molecada não tirava os olhos do avô, que gesticulava e impostava a voz para soar mais temerosa a estória.

– Mas o sinhô já viu, Vô?! A tá mula sem-cabeça?

O velho Moisés balbuciava uma resposta para os netos quando de repente, todos gelaram, estarrecidos, ao ouvirem um horripilante som que vinha de uma ruela próximo onde proseavam…

Era um cavalgar, lento e sinistro som…

– Corre, os menino, corre!!!!

Avô e netos não pagaram pra ver, todos correram desesperadamente pra dentro de casa e o mistério continua até hoje: será que era a mula sem-cabeça!

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