Uma ação do Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia, chega a Salvador a exposição “O MAFRO pela vida, contra o Genocídio da Juventude Negra”. O ato é resultado da pesquisa sobre as diversas formas de genocídio sob as quais as populações negras, em especial os jovens tem sido vítimas no Brasil. Entrará em cartaz no dia 08 de maio, às 18h.

Segundo dados do Mapa da Violência 2014 o país registra homicídio de 30 mil jovens por ano, dessas mortes quase 80% das vítimas eram negras. Assim, o MAFRO exercendo seu papel social enquanto Museu Universitário, bem como espaço identitário e de interlocução para as populações afro-brasileiras reconhece a importância de discutir esta problemática junto à sociedade civil, poder público e movimentos sociais, em consonância com a Campanha Reaja e a Anistia.

O projeto Expográfico contempla atividades que serão realizadas mensalmente no período de maio a agosto de 2015. Com o objetivo de ampliar as discussões suscitadas nos Núcleos Temáticos da exposição, organizamos uma Edição Especial do Programa Linguagens Pretas com rodas de diálogos e palestras. Teremos a participação de professores e pesquisadores da Universidade Federal da Bahia, representantes da sociedade civil, do poder público e de instituições que lutam em defesa dos direitos humanos.

De acordo com a coordenadora do Museu Afro – Brasileiro, Profa. Dra. Graça Teixeira, autora do projeto e curadora da exposição dentre os objetivos do projeto busca-se fortalecer o MAFRO/UFBA enquanto espaço de interlocução e discussão, trazendo a temática das diferentes formas de genocídio para o âmbito acadêmico. “Acreditamos que este projeto oportunizará uma reflexão ao público, sobretudo, a parcela da sociedade que pensa não ser este um problema seu”, ressalta a coordenadora.

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