Cristo

O novo “Cristo” do Bahia. Assim pode ser definido o técnico Marquinhos Santos, tido por muitos como o principal responsável pelo péssimo começo de temporada da turma tricolor. Até concordo que ele tem uma parcela de responsabilidade pelos resultados negativos e futebol abaixo da crítica, mas ele não pode responder pelos salários atrasados, que prejudicam o desempenho do trabalho e pela falta de reforços de qualidade.

Marquinhos 2

Cultura inabalável. Ainda consigo me impressionar com a velha prática de culpar os técnicos, quase que unicamente, quando as coisas vão mal em um clube de futebol. Marquinhos, sabemos, não tem experiência suficiente para comandar o Bahia – um bom trabalho no Coritiba é insuficiente para capacitá-lo a tamanha função. Mas por que quase ninguém questiona as pessoas que o contrataram?

Reservas

Vai poupar. Depois da goleada na estreia pelo Baianão, diante do Serrano, o técnico Ney Franco decidiu poupar quase todo o time considerado titular para o confronto desta quinta-feira (13), às 20h30, contra a Catuense, no estádio de Pituaçu. Apenas o goleiro Wilson e o zagueiro Luiz Gustavo (dos que iniciaram no último domingo) estarão em campo contra a “catuca”, o que indica que a prioridade no momento é a fase final do Nordestão.

Pica-pau

Chance ao garoto. Quem também deve sair jogando diante da Catuense é o atacante William Henrique, o popular “Pica-pau”, que foi liberado pelo Departamento Médico. Trata-se de uma boa oportunidade para o “talismã” rubro-negro – que costuma fazer gols importantes e azucrinar a vida dos defensores adversários quando entra no segundo tempo – mostrar ao chefe do vestiário do leão que também tem bola para começar entre os 11 titulares.

Demolidor

Calou muita gente. Quietinho, longe dos holofotes da imprensa e com uma folha salarial bem distante das cifras milionárias de Vitória e Bahia, o Galícia faz grande campanha no seu retorno à elite do futebol baiano. No último domingo, “demoliu” o Bahia no segundo tempo, em plena Fonte Nova, quando virou o jogo e agravou a crise tricolor. Antes de a competição começar, muitos acreditavam que o “demolidor de campeões” iria, somente, lutar para não cair.

Planejamento

Mirem-se no exemplo. Mesmo com poucas receitas, tanto de patrocínio como de associados e público no estádio, o Galícia buscou jogadores bons e baratos para disputar o Baianão, muitos com passagens acumuladas pelo próprio futebol da Bahia, como o goleiro Tigre, os volantes Teko e Totinga. O grande destaque do time, o meia Davidson, teve passagens discretas por Fluminense e Santos. Mérito para a diretoria, que teve visão de mercado.

Convicção

Felipão tem seus “bruxos”. Talvez não fosse muito coerente convocar o goleiro Júlio César para o amistoso de 5 de março, contra a África do Sul, levando-se em conta que futebol também é momento. Sem ritmo de jogo, o defensor teve até que trocar o modesto Queens Park Rangers, da Inglaterra, pelo não menos modesto futebol canadense. Contudo, o jogador, que foi um dos destaques da Copa das Confederações, goza de muito prestígio com o técnico, e dificilmente deixará de ser o camisa 1 no Mundial do Brasil.

Imperador

O contrato é de risco. O atacante Adriano, que nos últimos anos apareceu muito mais por conta de problemas do que em campo, assinou na terça-feira (11) com o Atlético-PR, e deverá atuar na Libertadores deste ano. Aparentemente mais magro do que quando atuou pela última vez, há mais de 700 dias, o jogador terá mais uma chance para provar que não esqueceu do potencial que o consagrou, e que não pode ser considerado um caso perdido.

Pimentinha

Como vai estar o clima hoje em Pituaçu para Jacuipense e Bahia?

Foto da coluna: Alexandre Dumas/Ag Bahia Press

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