Depois de levar mais de mil pessoas para conhecerem peças artesanais de diversas etnias brasileiras e quadros de faces indígenas na última semana, a exposição ‘Índios na Janela’ prorroga a permanência no Palacete das Artes, em Salvador, até esta quinta-feira, 28 de abril. A visitação acontece das 13h às 19h e a entrada é gratuita.

Foto: Ruy Penalva/Divulgação

Foto: Ruy Penalva/Divulgação

Cerca de 200 peças artesanais e 20 pinturas ocupam o 1º pavimento do Palacete. São arcos, colares, lanças e bordunas das tribos Pataxós, Xukuru Kariri, Maxakali e Krenak, entre outras, que apresentam a cultura indígena como algo vivo e dinâmico, propiciando ao público uma identificação positiva por meio das faces dos povos da floresta.

A exposição já foi vista por cerca de 3500 pessoas em Ilhéus e Porto Seguro, por onde passou em curtas temporadas em fevereiro e março. A mostra é voltada para o público em geral, mas especialmente para estudantes do ensino fundamental, ensino médio, pesquisadores, historiadores e professores.

As peças possuem valor inestimável e foram juntadas ao longo dos 25 anos em que o colecionador Silvan Barbosa Moreira, ex-funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai), teve contato e se dedicou ao trabalho com as mais variadas tribos indígenas brasileiras.

Foto: Andreza Mona/Divulgação

Foto: Andreza Mona/Divulgação

“Tenho peças com mais de 30 anos e outras muito raras. A mais antiga é da Ilha do Bananal, no Mato Grosso, já a mais nova é um cocar e um colar Kaiapó que veio do Pará. Entre peças artesanais, livros, CDs e DVDs, tenho quase mil objetos, adquiridos ou que me foram dados de presente por amigos indígenas. Esta exposição serve para contribuir e ampliar o conhecimento do público sobre a vida e a cultura indígenas”, explica o colecionador.

Já os quadros de faces indígenas são de Gildásio Rodriguez, conhecido como ‘O Gil dos índios’, que já foi protagonista de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil, Estados Unidos e Portugal. “Ao ler a saga dos irmãos Villas Boas no Alto Xingu, senti a necessidade de divulgar, através da pintura, a cultura de um povo que sofreu e sofre injustiças dentro de um país democrático. Comecei em 1998 e, desde então, criei mais de 30 quadros”, conta o pintor.

O projeto é realizado pela Comunidade Tia Marita, com apoio do Fundo de Cultura da Bahia, mecanismo de fomento à cultura gerido pelas secretarias de Cultura do Estado (Secult) e da Fazenda (Sefaz). Mais informações estão disponíveis na fanpage da exposição.

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