Compartilho com você a pérola de quem me acompanha no labor da vida e da escrita, tornando-me melhor do que sou. Espero que apreciem…

Cresci aprendendo nos livros, nos discursos dos professores, nas festas culturais, no dia do folclore e tantos outros instrumentos de formação que o negro era escravo. O tempo passou e só há pouco tempo ouvir uma mulher dizer: “O Negro não era escravo, e sim escravizado!” (Makota Valdina)…

Por Anailton dos Anjos*

Foto: Mario Crema

Foto: Mario Crema

Quanta diferença isso faz! Como muda o contexto da construção de uma identidade! Como isso reflete no olhar para um futuro! Como isso muda ideologicamente uma construção do perfil de um povo!

A partir daí, compreendo a cada dia que eu, um homem e tantos outros, ou uma mulher negra, e tantas outras ocupam espaços antes almejados, porém impossibilitados pelas condições as quais éramos submetidos.

Reflete na prática que mais um “negro entoou, um canto de revolta pelos ares” (Canto das 3 raças) e isso nos faz acreditar que a nossa ancestralidade permanece e nós estamos aqui completando uma história da qual fazemos parte. Com a dignidade daqueles que morreram, algumas vezes de cabeça baixa, mas com a alma e honra erguida.

Foto: Patricia Russano Cuyumjian

Foto: Patricia Russano Cuyumjian

Me sinto assim. E isto me une a tantos outros que, compreendendo sua história, resistem aos inúmeros açoites institucionais e institucionalizados na contemporaneidade – e que alguns tantos usam o discurso rotulando como “vitimização”.

Eu trato de olhar bem no fundo dos olhos e, numa rápida retrospectiva histórica, espero o momento e… Ai, ai…

*Anailton dos Anjos é Assistente Social

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