EDITORIAL…

Há algumas horas do início das Eleições 2014, em todo o Brasil, uma sensação de ansiedade, expectativa paira no ar. Foram, oficialmente, três meses de campanha eleitoral, com propaganda nas ruas, no rádio, na tevê, na internet. Grotões sociais, grandes metrópoles, comunidades quilombolas, zonas rurais, presídios, bairros nobres, periferias… Candidatos a cargos majoritários [Presidência da República, Governo do Estado e Senado Federal] e a cargos proporcionais [deputados estaduais e federais] testarão seu poderio político com o número de votos que atingirão neste “Dia D”.

Para presidente da República, depois de um ‘maremoto’ inédito, com a trágica morte de Eduardo Campos (PSB) no meio da campanha e entrada de Marina Silva (PSB) no páreo, fez desta eleição um turbilhão de indefinições. Após encostar na presidenta Dilma Rousseff (PT), que busca a reeleição, e passá-la num eventual segundo turno, conforme pesquisas de intenções de voto, Marina decaiu e, segundo as últimas apurações dos institutos Datafolha e Ibope, a pessebista pode até não ir para o segundo turno, já que Aécio Neves (PSDB) aparece nas novas pesquisas a frente dela. Dilma, pode até vencer no primeiro turno, acreditam alguns mais entusiasmados. No segundo turno, segundo os institutos de sondagem de voto, a petista venceria ambos adversários.

Fotos: Reprodução

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Aqui na Bahia, a coisa é ainda mais nebulosa. Com um cenário em transição, já que em 2006, com a eleição do petista Jaques Wagner para o Governo do Estado, declinou a ‘era’ ACM, ou o ‘Carlismo’ como alguns preferem. E, agora, após a eleição de ACM Neto, em 2012, como prefeito de Salvador, especula-se que o DEM pode retomar o poder em terras baianas, como uma possível vitória de Paulo Souto. Mas o candidato do governo, o também petista Rui Costa, mesmo “desconhecido” por alguns, cresceu na campanha, chancelado pelos padrinhos Lula e Dilma, e pode também vencer a eleição, num possível segundo turno. Lídice, que figurou por muito tempo no governo Wagner, agora candidata do PSB, amarga um distante terceiro lugar, pelo menos nas pesquisas.

Para a única vaga ao Senado reservada à Bahia este ano, os candidatos Otto Alencar (PSD), da chapa do governo, e Geddel Vieira Lima (PMDB), da chapa da oposição, polarizam a disputa, que traz Eliana Calmon (PSB) em terceiro. Geddel e Otto, que já estiveram nos dois lados da disputa, governo do PT e oposição, franqueiam uma disputa parelha nesta reta final. O cenário, de fato, é incerto também neste quesito.

Nas candidaturas proporcionais, concorrentes ao Legislativo estadual e ao Federal medem força não só com seus adversários partidários, mas com correligionários. Aqui, neste disputa, cabe espaço no poder, maior fatia no bolo do governo, prestígio político no estado. Tudo isso vai angariar quem mais receber votos neste domingo, 05 de outubro.

Depois de três meses, de muitas placas e cavaletes quebrados, destruídos por militantes adversários, dos vários ‘lados’, muros pintados e repintados, panfletagens, carreatas, caminhadas, propaganda eleitoral nos veículos de comunicação, debates enfadonhos e muitas picuinhas nas redes sociais, acabou!

Amanhã o povo brasileiro, baiano, irá às urnas votar, escolher quais são seus candidatos ou candidatas prediletos para governar ou legislar para ele. Viva ao exercício da cidadania – ops! Mas nosso voto ainda é obrigatório para maiores de 18 anos… Democracia?… Pior quando não podíamos votar, mas isto é outra discussão… Enfim, valorize seu voto, reflita, veja quais melhores propostas lhe são mais razoáveis, decentes, honestas, comprometidas e vote. Vote com consciência!

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